Onde haja sol

Ainda tenho as minhas dúvidas, se não tem alguém mexendo no tempo... ou somos nós que nos enchemos de coisas pra fazer e temos essa imp...


Ainda tenho as minhas dúvidas, se não tem alguém mexendo no tempo... ou somos nós que nos enchemos de coisas pra fazer e temos essa impressão. Verdade ou não, só sei que já chegamos na metade do ano! Tanta coisa aconteceu, meio que cada dia que passa eu me adapto a essas mudanças. Mudanças a minha volta e dentro de mim. Tenho me orgulhado de boa parte delas - e as que ainda não me orgulho, tento melhora-las a cada dia que passa.


(Tenho até o sol se esconder atrás de um prédio, e deixar de me aquecer, para acabar essa postagem)
Não justificarei mais minha ausência por aqui, ficaria repetitivo, eu acho. Vou deixar as postagens me escolherem, por enquanto, talvez seja melhor assim.
 As mudanças foram boas, to adorando Joinville e ainda divido os finais de semanas com Curitiba, pra visitar minha mãe que, inclusive, está muito bem, reagindo bem à quimioterapia e enchendo minha vida de alegria. :') 

(o sol se escondeu atras de uma nuvem e eu fiquei no frio. Entrei em casa e perguntei pro meu irmão cadê o sol? Ele levantou e fez a nota G no violão)  

Uma coisa que o Sul me trouxe - junto com o frio - foi a reaproximação da minha família.. ah, isso é tudo de bom. Boa parte dela, está por aqui e sempre que tem como, damos um jeito de nos encontrarmos nesses finais de semana de viagens (curtas e constantes) que ando tendo. Em um desses, tive a oportunidade de visitar uma chácara, numa cidade há um hora de Curitiba. O lugar é (bem) lindo e a iluminação propício para boas fotografias. 









     O meu olhar é nítido como um girassol.
    Tenho o costume de andar pelas estradas
    Olhando para a direita e para a esquerda,
    E de vez em quando olhando para trás...
    E o que vejo a cada momento
    É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
    E eu sei dar por isso muito bem...
    Sei ter o pasmo essencial
    Que tem uma criança se, ao nascer,
    Reparasse que nascera deveras...
    Sinto-me nascido a cada momento
    Para a eterna novidade do Mundo...

    Creio no mundo como num malmequer,
    Porque o vejo. Mas não penso nele
    Porque pensar é não compreender...


    O Mundo não se fez para pensarmos nele
    (Pensar é estar doente dos olhos)
    Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...


    Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
    Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
    Mas porque a amo, e amo-a por isso
    Porque quem ama nunca sabe o que ama
    Nem sabe por que ama, nem o que é amar...


    Amar é a eterna inocência,
    E a única inocência não pensar...


    Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"








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2 comentários

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Essas fotos ficaram tão bonitas que dá vontade de estar junto! Você é doce, me passa essa impressão, pena ter te conhecido pouco demais.

    karen kleinkauf.

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